Sinédoque Nova York. Um filme polêmico. Muita gente odiou. Talvez eles só não tiveram minha ultima semana para saber o quanto esse filme precisa ser assistido na hora certa. Como todas as coisas da vida: elas só serão geniais no momento certo. Por isso quando alguém te falar: faça isso, leia isso, assista isso porque é genial e você achar que não é o momento - simplesmente não faça. Talvez a hora nunca chegue. Mas o fato é que se chegar você vai entender o quão genial isso vai ser.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
quarta-feira, 15 de julho de 2009
Páginas em branco
Tantos pecados, sonhos partidos, pensamentos deixados apara trás, amores, paixões, dores: esquecidos no tempo. Todos estamos esquecidos no tempo que corre fluído seguindo o seu caminho e nos deixando para trás. Sózinhos. Com frio. Não há aparente salvação.Perguntamo-nos se isso tudo vale de alguma coisa. Nunca chegamos a ouvir a resposta. Não seguir em frente não é uma opção, então seguimos. Desesperadamente seguimos,doemaos, amamos, pensamos, sonhamos, pecamos e deixamos tudo para trás.
Ela olhou apenas de canto de olho. Sabia do perigo e queria corre-lo. Ele já estava perdido nesse momento, mas nunca faria nada a respeito. Em respeito a alguém, mas não estava certo de quem. Ela notou o quão desajeitado ele ficou, percebeu o interesse e sorriu. Ele pegou. Não há porque fazer isso consigo, mas eles o fazem. Tortura vã. Sorrisos e olhares que fogem e se cruzam. E nada, absolutamente nada, nunca vai acontecer. Como somos tolos, não é mesmo?
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Fado
Estive pensando. Longe demais para qualquer um me alcançar, mesmo para quem estava perto. Demorou muito para conseguir voltar para cá, não havia estrada coberta com migalhas. Na verdade existia. As minhas migalhas, pedaços meus: duros de se acompanhar. De se olhar. Não voltei ainda, mas já vejo que tudo mudou. Tudo saiu de seu lugar, inclusive eu. As peças se moveram em direção a um ataque fatal, mas todos abandonaram as posições de defesa também o que quer dizer que nesse xadrez tudo está em jogo. E alguém tem que perder. Eu, à distância, consigo ainda ser cauteloso. Hei de pagar por isso. Você pagaria comigo?
Existem muitos desertores aqui, onde eu estou, perto-distante. Alguns fantasmas, alguns amigos, alguns Homens, outros nem tanto. Eu estou caindo aos pedaços. Desmontando membro a membro. Parte por parte. E eu não sei o que fazer. Bem, da vida, agora, eu sei; não sei escapar do fado. Sim o fado, canto português que dói na alma dos homens. Porque aqui não há mais fardo. São decisões faladas apenas e podem ser revogadas com o mesmo poder que as proferiu, o das palavras.
Queria dizer que nada restou. Nada resta, que quando eu comecei a cair: aquela parte caiu e esse frangalho de gente que você encontra diante de si já não tem a parte que lhe interessa. Mentira. Muito resta, o que não existe é vontade. Seguir em frente parece sem sentido. Mesmo com você. Tudo são lágrimas hoje em minha vida e mesmo sem eu querer todas vertem para mim. E pesam sobre meus ombros, mesmo as que eu nada me relaciono com. Mesmo assim não há fardo aqui. Porque o burro que sempre carregou a carroça não a considera mais um fardo, ela é a vida. Não um fardo, não mais. Eu sou o burro e o rio das lágrimas em cuja margem vivo e sempre viverei é minha carroça. Posso até verter algo para enche-lo um pouco mais, posso até morrer afogado em sua enchente. Mas esse é o meu lugar e meu lugar não pode ser [mais] um fardo. Para isso o fado. O choro cantado. O sonho chorado. O coração amaldiçoado. O mundo parado.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
As noites insones voltaram. Como nos anos passados quando tudo estava por desmoronar. Isso é viver em seu limite, uma hora tudo desaba e a culpa é somente sua. Você paga. Não há opção. Ele sabe disso e está dividido entre o passado e o não passado. Consertar o que foi quebrado ou desistir do passado? Ele estudou o passado, morou lá por muito tempo. Pagou muito caro por pecados que não eram os seus. Abandonar tudo é difícil. Se jogar a maré é algo que apenas poucos iluminados podem. Ele sempre quis, nunca conseguiu.
Um cigarro aceso na mão solta sobre a perna que a outra mão abraça. Luzes apagadas. Lua alta: cheia. Mente povoada que a música evanesce, leva para longe junto do vento que a faz desaparecer na infinitude do horizonte. "Me cura!", ele pede saindo do ritmo mas mantendo a letra, "de uma loucura qualquer.", se explica para ninguém.
"Tudo bem", a música continua e lhe traz algum conforto. "Está tudo bem em se sentir perdido às vezes", pensa. Ele anda muito perdido ultimamente, tateando no escuro, sua vida ele parece estar seguindo em frente. Mas parecer nem sempre é estar. Todo mundo tem medo disso. Não é mesmo?
terça-feira, 26 de maio de 2009
| Se eu fosse um desenho, eu seria algo meio roto: traços fortes, bem expressivos, sem cores, mas muitos riscos, quase um rascunho, mas não de verdade porque um rescunho se pode jogar fora. Não sei se faria sentido ou formaria uma imagem, talvez nem precisasse fazer/formar. Não seria um estudo geométrico de forma alguma, apesar de você encontrar, se completar mentalmente as linhas, tudo lá. Se eu fosse um desenho no meio desse emaranhado de linhas fortes, haveriam algumas bem leves, suaves e delicadas, feitas com um lapis duro quase não tocando o papel, e essas linhas são praticamente invisiveis. Eu [o desenhos ou seu observador] não sei lidar muito bem com elas, mas é importante que elas estejam ali, provando que mesmo num mundo branco e preto existem tons de cinza que se você não prestar [muita] atenção evanecem na imagem maior, que é tão importante quanto suas partes. Porque esse desenho apesar de formar uma imagem maior coesa é como um pedaço de vidro estilhaçado, e pode ser visto por partes apenas e elas formam um nexo prórpio, que, as vezes, até contradiz o nexo maior, mas isso é um outro problema. Bang bang, I shot you down Bang bang, you hit the ground Bang bang, that awful sound Bang bang, I used to shoot you down. Music played, and people sang Just for me, the church bells rang. Now he's gone, I don't know why And till this day, sometimes I cry He didn't even say goodbye He didn't take the time to lie. Bang bang, he shot me down Bang bang, I hit the ground Bang bang, that awful sound Bang bang, my baby shot me down... |
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Eu queria saber falar. Porque eu não sei. Mas se eu soubesse eu diria: "Não acredite na verdade". A verdade é uma mentira esperando por acontecer, para você crer. Se eu soubesse falar eu não diria nunca coisas importantes, não falaria sobre grandes sentimentos ou coisas, não pensaria em nada maior do que uma formiga, porque nada disso realmente importa. A maioria de nossos atos são controlados por sinapses nervosas que acontecem dentro do nosso cérebro com particulas infinitamente menores que a cabeça de um alfinete, então eu me pergunto, porque falar de amor? Qual o tamanho do amor? Qual o tamanho do seu amor? Qual o tamanho da sua admiração? Para que falar sobre livros? Porque pensar a realidade, sendo que ela não existe na verdade.
Como se mede o que não pode ser medido? Como se fala o que não pode ser dito? Como se aproxima do animal em si? Como se pensa sobre coisas que nada valem hoje em dia.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Me esquecer é facil, ésónãopensaremmim ... !
Um sorriso. Uma atitude tão simples, um gesto tão facil, um sonho tão doce. Por que será que eu não quero mais sorrir? É tão facil não se deixar cair, mas minhas forças acabaram quando você passou por aquela porta imaginária que separa o aqui do lá, o eu de você. Bang Bang You shot me down Bang Bang I hit the ground. Ouvir música, assistir aos filmes que você gostou e eu nunca assisti, não arrumar minha casa. Manter o tempo suspenso ao invés de matá-lo, quem sabe assim você não fica aqui mais um pouco, não é mesmo?
Mas você já foi e os mesmos padrões ficam se repetindo, de novo e de novo e de novo na minha mente. No meu coração. Eu quero pensar em outra coisa, eu preciso na realidade, mas não consigo, não sai da minha mente. NUNCA. Engraçado. Achei que estava ótimo. Então eu percebi meus amigos tomando conta de mim. Me mantendo ocupado sempre que eles estão livres, me trazendo comida, porque eles sabem que se não trouxerem eu simplesmente não vou comer, combinando programas em cima da hora. É engraçado, sempre me achei tão forte e mesmo quando eu acho que estou segurando a ponta aquela pessoa que mais te conhece te saca. Te entende e segura sua onda. Eu não sei se ela acha ou mesmo está querendo ser discreta, mas é o que eu acabei de te falar... a pessoa que mais te conhece, ou as pessoas que mais te conhecem, te saca(m). E você é pego com a guarda baixa...
Mesmo que você não queira eles estão ali, por você para o que der e vier... pro bem e pro mal... para os altos e principalmente para os baixos. O pior: você não deveria estar num baixo, mas você está! Você se policia mentalmente? Você conta a total e absoluta verdade para estranhos para eles acharem que é mentira e mesmo assim considerarem que você está se esforçando e dai confiarem em você? Não tem como eles confiarem e não tem como desconfiarem também! É estranho. Não tem como eles confiarem porque foi feito para parecer uma mentira, mas não tem como eles desconfiarem também porque mesmo contando "uma mentira" você não deu nenhum sinal de que estava mentindo, nenhuma piscada, nenhuma exitação, nada. Isso deveria fazê-los não acreditar em você, mas não faz, porque de algum jeito estranho, mesmo eles relutando no fundo você já contou toda a verdade. E a gente sabe ler isso nas pessoas, especialmente nos estranhos. Especialmente em quem não tem nada a perder com você.
Sentimentos são complicados, mas não deveriam ser! Eu quero gritar, eu quero correr, eu quero ler , quero estudar, quero escrever, quero sorrir... E NÃO CONSIGO. Deus, qual é o problema com você? São coisas simples... você deria conseguir. Nada nunca dura você já sabia disso. Sempre soube. Então por que te pegou agora? Por que... ?! Porque... ?! Cigarros empilhando no cinzeiro e eu tentando esquecer de mim, querendo gritar, correr, ler , estudar, escrever, sorrir
... e não conseguindo ...
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