Estou só. Apenas comigo mesmo. Uma coisa que a muito tempo eu prometera para mim que não se repetiria, é diferença é que agora eu estou gostando. "Bom dia tristeza" dizia o poeta, faço dele as minhas palavras e as digo com alegria.
Todos tem um coração partido. Como você lida com isso?
Você chora? Quando?
Você ri? Por que?
Você chama? Por quem?
Vem!
Para onde? Pra cá!
Pra mim? Talvez.
Esteja certo: para a alergria, para seu sorriso.
Se me chamar, eu vou.
Se melhorar, eu volto.
Se me quizer, sou seu.
Se me tiver, perdeu.
As pequenas maravilhas da vida. As pequenas poesias perdidas. Está tudo lá. Está tudo aqui.
O que eu não te digo.
Eu não falo que te amo
tampouco falo que não.
Eu não falo o que sei
Mas, por certo, o que eu acho
A verdade é a maneira,
certamente, masi categórica de se mentir
ou seria de se impor?
Eu sempre me imponho para você?
Pensei que sinceridade era meu negócio
Talvez não
Parece a todos, no entanto.
Eu minto bem!
Eu minto bem?
O que eu não te falo?
O que eu não te falo...
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
O desafio
Por que você se interessa por arte? Qual partícula em você o move em direção ao campo da especulação e não da certeza? Essas perguntas me perseguiram por meses e eu, sem resposta alguma, simplesmente segui em frente ignorando aquilo que me afligia.
Então numa fria noite de domingo, em novembro, fui ao teatro. Assistir a uma performance, ou ao menos foi ao que fui convidado a assistir. Eu já havia ouvido falar daquele espetáculo, e ele me havia sido apresentado, originalmente, como uma peça e não uma performance. E enquanto tomava um café comecei a pensar o que separava uma performance de uma peça, não sei se cheguei a alguma conclusão realmente esclarecedora, mas, se cheguei, foi essa: a performance é, em certa medida, uma diluição das linhas que separam as artes plásticas das outras artes, assim o teatro, a dança, o cinema, a narrativa e a expressão são incorporadas por um artista plástico para formar uma obra que, se vista por qualquer aspecto artístico (plástico, teatral, cinematográfico etc...) é multidisciplinar e, portanto pertencente tanto a um quanto a outro campo das artes, com objetivo final claro e único na especificidade do artista.
O show começa. Quatro mulheres espalhadas pelo espaço cênico se debruçam, caminham, deitam e cantam. O espetáculo é baseado em fotografias, então a fala não faz realmente sentido algum ali. Mas o som e o silêncio fazem. Eu quero gritar, mas não grito. A certa altura da ótima peça, eu me pergunto: "Por que você gosta de arte?". Silêncio. Eu penso. "Pela poética", respondo finalmente. Mas inquisidor que sou, não desisto tão fácil, me imagino falando com meus pais: "Mas o que é poética?" Eles perguntariam, querendo uma definição rígida que não posso dar, ainda. Então reformulo minha resposta anterior, por não ser capaz de responder a nova: "Pela poética, se é que sei o que é isso".
Então numa fria noite de domingo, em novembro, fui ao teatro. Assistir a uma performance, ou ao menos foi ao que fui convidado a assistir. Eu já havia ouvido falar daquele espetáculo, e ele me havia sido apresentado, originalmente, como uma peça e não uma performance. E enquanto tomava um café comecei a pensar o que separava uma performance de uma peça, não sei se cheguei a alguma conclusão realmente esclarecedora, mas, se cheguei, foi essa: a performance é, em certa medida, uma diluição das linhas que separam as artes plásticas das outras artes, assim o teatro, a dança, o cinema, a narrativa e a expressão são incorporadas por um artista plástico para formar uma obra que, se vista por qualquer aspecto artístico (plástico, teatral, cinematográfico etc...) é multidisciplinar e, portanto pertencente tanto a um quanto a outro campo das artes, com objetivo final claro e único na especificidade do artista.
O show começa. Quatro mulheres espalhadas pelo espaço cênico se debruçam, caminham, deitam e cantam. O espetáculo é baseado em fotografias, então a fala não faz realmente sentido algum ali. Mas o som e o silêncio fazem. Eu quero gritar, mas não grito. A certa altura da ótima peça, eu me pergunto: "Por que você gosta de arte?". Silêncio. Eu penso. "Pela poética", respondo finalmente. Mas inquisidor que sou, não desisto tão fácil, me imagino falando com meus pais: "Mas o que é poética?" Eles perguntariam, querendo uma definição rígida que não posso dar, ainda. Então reformulo minha resposta anterior, por não ser capaz de responder a nova: "Pela poética, se é que sei o que é isso".
Eu vejo muita poesia em minha vida. Muita mesmo. Sempre em pequenas coisas. Uma rua vazia. Uma rua cheia. Um ponto no meu caminho diário que eu nunca tinha reparado e de repente ele se torna cheio e iluminado. Um vento gostoso acariciando o rosto meu rosto. O silêncio. Mas eu não sei o que é poética! Você sabe?
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